As Novas Tecnologias de Comunicação e Informação (NTCI’s), em constante expansão têm proporcionado o acesso à cultura, conhecimento, lazer, como também têm permitido potencilizar as capacidades cognitivas dos sujeitos ativos participantes desse novo cenário industrial denominado de globalização. Como destacou [Galvão et al, 2002] é de extrema valia a apropriação das experiências presentes em sua cultura, para inclusão desses sujeitos nesse novo cenário social, porém, as limitações dos individuos com deficiência tendem a se tornar um barreira para esse aprendizado, devido às limitações de interação que trazem consigo o rótulo preconceituoso de “incapacidade” à esses sujeitos. Um das maneiras de superação deste problema social está no uso de ferramentas de tecnologias assistiva, que podem variar de um simples artefato adaptado, até mesmo, sofisticados sistemas computadorizados, sendo utilizado como ferramenta de apoio que propiciam a comunicação, controle do ambiente, ferramentas de aprendizagem e, meio de inserção no mundo do trabalho profissional [Galvão et al, 2002]. Essas ferramentas estão subdivididas em três categorias: adpatações físicas ou órteses - são todos os aparelhos ou adaptações fixadas no corpo do aluno e que facilitam a interação do mesmo com o computador -, adaptações de hardware - são todos os aparelhos ou adaptações presentes nos componentes físicos do computador, nos periféricos, em suas concepções e construções - e softwares especiais de acessibilidade – são programas especiais de computador que possibilitam ou facilitam a interação do aluno deficiente com a máquina. Segundo [Franco, 2002 apud Januzzi et al, 1997] existem no Brasil aproximadamente 2.198.988 pessoas portadores de deficiências que necessitam de certas especialidades no atendimento em relação às pessoas consideradas “normais” e são pessoas que querem estar entre nós, serem membros ativos de nossa sociedade e desfrutarem da vida como lhe es permitido. É fato concreto que ao encontramos meios que tornem estas pessoas produtivas, todos se beneficiam, não apenas o indivíduo em questão, mas também todos os que o cercam como um todo [Franco, 2002 apud Gates 1997]. Portanto desenvolver recursos que possibilitem a acessibilidade dos sujeitos com certas limitações fisicas ou intelectuais é uma das maneiras concretas de neutralizar as barreiras causadas pela deficiência, a que estes sujeitos estão submetidos, inserindo desta forma, esses sujeito nos ambientes ricos à aprendizagem e cultura, como também, combatendo aos preconceitos de “incapacidade”a eles rotulados, dando plenas condições de interagir e aprender, explicitando suas críticas e pensamento, possibilitando ao mesmo ser tratado com um ser “diferente-igual”.
Referências
Franco, A.M. A informática como recurso pedagógico no processo de alfabetização de crianças com necessidades educativas especiais. Florianópolis, 2002. 87f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção - área de concentração: Mídia e Conhecimento) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFSC, 2002.
Galvão, F, Teófilo A. e DAMASCENO, L.L. As novas tecnologias e as tecnologias assistivas: utilizando os recursos de acessibilidade na educação especial. Fortaleza, Anais do III Congresso Ibero-americano de Informática na Educação Especial, MEC, 2002.
Lima, R. Abreu. D, Vieira, J (2008). Informática Para Pessoas Com Necessidades Especiais. In: Seminário de Informática na Educação. Apresentação Oral, pág 1-48.
Galvão, F, Teófilo A. e DAMASCENO, L.L. As novas tecnologias e as tecnologias assistivas: utilizando os recursos de acessibilidade na educação especial. Fortaleza, Anais do III Congresso Ibero-americano de Informática na Educação Especial, MEC, 2002.
Lima, R. Abreu. D, Vieira, J (2008). Informática Para Pessoas Com Necessidades Especiais. In: Seminário de Informática na Educação. Apresentação Oral, pág 1-48.

